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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Relax, Take It Easy - A Música de 2OO8

Seu nome é Mica Penniman, porém sua íntima relação com a música internacional nos permitem chama-lo simplesmente de: MIKA. Esse tal libanês (residente em Londres) de 25 anos, é o ‘culpado’ por um dos meus maiores - se não o maior - vicios de 2OO8.

Relax (Take It Easy) foi a música que eu mais escutei durante todo o ano - no mínimo, eu escutava umas três vezes por dia. E nada mais justo que falar sobre essa maravilhosa música - pra mim - nesse encerramento de ano. Então, vamos lá...

# Relaxe com a Música: bem, a música se inicia calma, com apenas alguns leves acordes de piano. Mas ao decorrer, a música se torna mais intensa. Vai tomando mais velocidade. Outros instrumentos vão ganhando seu espaço na tal melodia. Os falsetes (a voz aguda) de Mika e o refrão “pegajoso” (relax, take it eee-eee-easy) são marcantes na música. Rica em minuciosos detalhes sonoros, cuidadosamente selecionados, transformam Relax (Take It Easy) numa das pouquíssimas musicas de Eelectro-Pop de bom gosto. Por ser tranquila, dançante e acima de tudo, feliz.

# Relaxe com o Clipe: então, o clipe de Relax é uma verdadeira festa - assim como todos os outros vídeo-clipes do Mika. Ao meu ver, o clipe é como se fosse um sonho. Um sonho onde todas as situações possíveis e desejáveis se misturam com o irreal. Onde o mundo o faz-de-conta assume um papel de destaque num dos momentos mais íntimos de cada um de nós: o sonho. Luzes coloridas sempre em alerta. Barcos voando. Explosões de realidade acontecem frequentemente e levam alguns personagens de um lugar para o outro dentro do vídeo. Aaah, e toda sua elaboração em computação gráfica, deu um toque especial a esse mundo do “irreal”, da incerteza.



Nota: o Life In Cartoon Motion, lançado em 2OO7, foi o primeiro álbum do Mika. Contendo dez faixas e três faixas bônus. O álbum contou com seis singles (bem sucedidos, diga-se de passagem), que foram eles: Grace Kelly, Love Today, Relax (Take It Easy), Big Girl (You Are Beautiful), Happy Ending e Lillipop. Dando destaque para “Grace Kelly”, que no ano passado foi a segunda música que teve o maior número de downloads pagos em Londres - perdendo somento para Rehab da Amy Winehouse. O Life In Cartoon Motion é um álbum com uma mistura de glam-rock, pop, electro e música erudita (sim, isso mesmo). Sendo assim, posso dizer que é um CD bastante completo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A música de hoje: o futuro de amanhã.

Estava eu, hoje, fazendo uma simbólica limpeza no meu quarto. Após varrer, e tirar o pó da escrivaninha, estantes, livros e brinquedos (sim, essa é uma parte da minha infância que ainda resiste), eu chego finalmente nas divisórias dos CDs. Enquanto limpava, eu tive um certo lapso nostálgico: fiquei vendo - e até ouvindo - alguns álbuns que eu costumava escutar quando tinha 9, 10, 12, (…) anos.

Bem, quando eu era criança, lembro que se tocava muita porcaria. Muita mesmo. Mas nada comparado com hoje. É incrível como o propósito da música mudou tanto dos anos 70 pra cá (não que eu tenha nascido nessa época).

Nos anos 70 e 80, a música não era apenas um mero comercio. Era muito mais que isso. Eram idéias. Eram protestos. Eram motivações para dias melhores. Eram propósitos. Hoje, a tal banalização do sexo e o ato de propagar besteiras nas letras, fizeram a música (uma parte dela) perder um dos seus principais valores: o valor histórico.

Agora vamos fazer uma certa comparação. Hoje as pessoas têm objetivos e sonhos meramente medíocres. Sonhos que não passam de: ter uma casa, um carro, fazer uma viagem para tal país e ter uma vida confortável (onde eu quero chegar com tudo isso? Calma, tem um propósito, juro).

Não que isso não seja importante, pelo contrario. Porém a vida é tão curta. Antes de nossa existência ( decada um de nós, em particular) não havia nada, e depois que morrermos só Deus sabe o que virá. Então, esse espaço de tempo que ficamos na Terra é muito passageiro, e é apenas isso que queremos: uma casa, um carro, uma viagem, etc? É apenas isso que você pretende ter construído? Ter deixado? É só isso que sua vida merece?

Vamos, faça um pequeno exercício: feche os olhos e tente se lembrar de todos os valores e princípios que regem a sua vida. Certamente, dentro deles estão contidos os seus reais sonhos.

Não importa qual idade você tenha hoje, mas não deixe que seu futuro seja construído apenas com sonhos miseráveis.

Queira mais para si (como pessoa, como espírito e não como mais um consumidor na nossa sociedade). Não queira que a sua história seja tão vazia quanto as letras das músicas do século XXI.


As boas lembranças, por menores que sejam, resistem muito mais tempo do que as cansadas paredes de uma luxuosa mansão.”
(S. de Silva)