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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Sexo e A Cidade.

Há muitos que irão discordar de mim. Irão dizer que foi “O Batman”, mas eu defendo que Sex And The City foi o filme mais aguardado do ano de 2008. E se você me perguntar o porquê da minha afirmação eu te direi: pelo simples fato de Sex And The City ter sido uma série norte-americana de altíssimo sucesso e de seus fãs - fieis - terem aguardado por tanto tempo uma continuação da 6° temporada (que é o filme).

Vão dizer que Sex And The City é só mais uma série “feminina” que tem um fabuloso desfile de roupas e sapatos das mais famosas grifes do mundo. Mas não! Está bem enganado quem pensa assim.

Sex And The City fala de uma forma cômica a vida sexual dos habitantes de grandes centros urbanos (usando como exemplo: Nova York). Porém, fala muito mais do que o sexo em si. Fala de relacionamentos. E não somente os amorosos (porém, principalmente os amorosos), fala de amizade, uma marca mais que registrada da série, que é mostrada na fiel relação entre Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha.

Ao ver a série (ou até mesmo o filme) é impossível não se identificar em algum dos círculos abordados. Assuntos um tanto… banais, mas que na realidade, são muito mais difíceis de se resolver. Pois quando o assunto é sentimento, existem inúmeros conselhos de amigos, inúmeras explicações de psicólogos, blablablá; mas somente uma pessoa pode resolve-los: nós mesmos.

Quando se vê de fora, tudo parece fácil. Ou quem vive, aparenta ser fácil. Mas se fosse tão fácil assim, não existiriam tantos divãs, tantas depressões, tanto rancor, tanto fechamento de espírito. Problemas amoroso não são exclusivos para os adolescentes. São para todos aqueles que amam e que estão dispostos a correr o risco de ter uma felicidade ao lado de alguém especial.

Não tenha vergonha dos seus problemas, eles existem para serem superados. Não se esconda dos seus problemas. E saiba que é no amor que você tem por si e no amor que os seus amigos tem por você, é onde irá aparecer o conforto, a aceitação e a resolução de tudo. Um brinde à vida. Um brinde às amizades.



"Mais tarde, eu fiquei pensando sobre relacionamentos. Existem aqueles que te abrem para algo novo e exótico. Aqueles que são antigos e familiares. Aqueles que te põe inúmeras dúvidas. Aqueles que te levam para um lugar inesperado. Aqueles que te levam para longe de onde você começou. E aqueles que te trazem de volta. Mas o melhor, o mas desafiador e significante relacionamento de todos, é aquele que você tem com você mesmo. E se você achar alguém para amar o 'você' que você ama, isso é fabuloso!"
(Carrie Bradshaw - Sex And The City)



Nota: Graças a Deus meu bloqueio criativo se foi :D

sábado, 8 de novembro de 2008

Tudo Acontece em Elizabethown (Romance)

Você já se sentiu fracassado alguma vez na sua vida? Fez alguma besteira muito grande – preste bem atenção, eu digo muito grande – no trabalho, na faculdade, na escola? E ainda por cima recebeu aquele pé na bunda da pessoa que amava? Provavelmente não, né? Mas alguma dessas duas já, ou até mesmo as duas, porém não no mesmo dia. Bem, agora você deve estar pensando: “E o que isso tem haver com a resenha?”, pois eu te digo: É assim que ‘Tudo Acontece em Elizabethown” começa.

Um rapaz consegue se tornar bem-sucedido muito jovem. Porém, seu novo projeto (que havia custado milhões) numa indústria de tênis foi um tremendo fracasso e levou a indústria ao prejuízo. E dentro desse nosso mundo competitivo, fracassar é algo inaceitável, sendo assim, Drew Baylor (Orlando Bloom) decidi cometer suicido, mas durante tal ato, ele é interrompido por um telefonema de sua irmã dizendo a ele que seu pai faleceu e que ele deve ir à Elizabethtow buscar o corpo do pai. Durante a viagem, ele conhece Claire Colburn (Kirsten Dunst), que o consegue fazer esquecer das regras medíocres e egoístas de nossa sociedade, transformando isso num interessante romance.

Elizabethtow é um bom filme, mas poderia ter sido bem melhor, se não fosse por ser um tanto cansativo de se assistir – não sei se achei isso por vê-lo sozinho – e pelo filme tem um elenco muito ruim, começando pelo Orlando Bloom, que causa tédio durante todo o filme, principalmente na hora que ele iria cometer suicídio, ele encenava como se aquilo que ele iria fazer pudesse concertar em 5 min.
Agora quem me surpreendeu foi a Kirsten Dusnt. Apesar daquela sua cara morbida e inexpressiva que costuma pôr nos filmes e de seus dois dentes de vampiro, ela conseguiu emprestar a sua personagem alguns sorrisos e algumas expressões convincentes. Já assisti todos os seus filmes, e posso dizer que apenas nesse e em “Maria Antonieta” foi que ela teve uma atuação respeitável.

Mas como eu havia dito antes, se é que você se lembra, o filme não é ruim. Seu roteiro é muito bom – apesar to fato de não haver nenhum conflito no filme, o que faz todo mundo ser bonzinho no filme e ter um final um tanto… previsível – e contém cenas fantásticas. Citarei dois exemplos, as cenas que mais gosto no filme. Uma é quando Drew e Claire passam horas no telefone, conversam sobre tudo, sem ao menos se conhecerem direito, mas aquela sensação e intimidade e de afeto faz a pessoa ver o quanto uma coisa simples como conversa agradável com a pessoa certa é tão bom, a liberdade que se tem para falar o que quer sem ser julgado ou ser colocado a provas que geralmente somos colocados no dia-a-dia.
Outra cena que gosto muito, é o momento que Drew pega o carro e vai fazer uma pequena viagem por aí à fora com as cinzas do seu pai, acompanhado de um CD com músicas incríveis, um cenário perfeito e de anotações feitas pela Claire de lugares para se visitar.

Ah, já ia me esquecendo. Por falar em “acompanhado de um CD com músicas incríveis”, deve ressaltar que o filme também é salvo por uma trilha sonora impecável. Com alguns belíssimos clássicos do Rock ‘n’ Roll e do Folk americano.
No mais, assista “Tudo Acontece em Elizabethtown”. Tem uma bela história reflexiva e cenas muito boas, que nos inspiram a fazer o mesmo.

domingo, 19 de outubro de 2008

Finais felizes: qual a razão?

Hoje fui ao cinema ver uma comédia romântica super idiota (Amigos, Amigos, Mulheres à Parte). No filme, o cara que era um verdadeiro imbecil, acaba percebendo os erros que cometeu, vira uma pessoa melhor e termina ficando com a garota “perfeita”. Então eu penso: "- Porquê insistem em fazer finais felizes? Apenas para vender?" Ainda mais quando esses finais felizes nem sempre condizem com a nossa realidade, já que nossas condições sociais nos inibem de fazer algumas coisas. Pobres não podem fazer tudo que querem e nem ricos podem fazer tudo aquilo que desejam. A sociedade sempre nos cobra posições a serem preenchidas e esperam que devemos cumpri-las da melhor forma possível.

Para ser sincero, não gosto muito de finais felizes, gosto de finais possíveis - sejam eles bons ou ruins. Até porquê, não acho que a vida de ninguém tenha apenas um final. Vejo a vida como um certo festival de cinema (sim eu sei, isso é um tanto idiota, mas me deixe explicar...), pois cada fase de nossa vida há uma história acontecendo. Essas histórias acabam, algumas merecem uma continuidade outras não, mas o fato é que: passamos por todos os tipos de experiências (as vezes), e não é sempre que escolhemos o que queremos enfrentar.

Então porquê fazer filmes com finais ilusórios? Se for com finalidade de encorajar as pessoas a enfrentarem situações difíceis, tudo bem, mas se for para fazer as pessoas sonharem com o que não condiz com sua realidade, insistir em um erro e deixar de construir sua vida, isso é uma tremenda falta de caráter.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Antes do Amanhecer (Romance)

Desilusões amorosas. É inevitável que essas dolorosas experiências não preencham alguns momentos de nossas vidas, assim como quando se é criança e não suportar a dor e o transtorno de uma experiência nova que é a de perder um simples dente de leite. Não sei você, mas eu me senti bem desesperado quando vi aquele grande fluxo de sangue saindo e um buraco na frente do meu sorriso, achei que ficaria daquele jeito para sempre, que nem o homem do saco. Mas voltando ao assunto “desilusões amorosas”, sempre que me deparo com isso, em primeiro instante eu penso que não nasci pro amor, que nunca vou encontrar alguém que goste realmente de mim, blá, blá, blá. Mas logo depois que toda a tormenta passa, eu penso numa teoria que tenho “- O mundo certamente é bem maior do que os números indicam e muito maior do que imaginamos. Será que entre milhões, biliões, triliões de pessoas não exista uma se quer que seja minha 'alma gêmea'? Que eu a satisfaça e que ela me complete? Não aqui, na minha cidade, no meu estado, país ou continente, mas em algum lugar do mundo…

E foi exatamente essa minha teoria que eu vi no roteiro do filme “Antes do Amanhecer”. A sinopse é a seguinte: um americano, em seu último dia de viagem na Europa, conhece uma francesa em um trem. Após um gostoso papo no interior da locomotiva, a jovem Celine aceita um convite para passear com Jesse (esse é o nome do americano) por Viena e faze-lo companhia no dia que o separa do retorno aos EUA. Durante as andanças do casal, eles acabam por descobrir no outro o amor de suas vidas, mas eles só têm menos de 24 horas para ficarem juntos. O que lhes resta então é apenas aproveitar este dia (e esta noite), como se fosse o último de suas vidas.

Se após ler esta sinopse você chegar a conclusão “Nossa, que coisa boba, é só uma história de amor à primeira vista”, você estará coberto de razão. Antes do Amanhecer não é nenhuma história cult sobre uma relação conturbada de um casal em meio do caos de nossa sociedade, definitivamente não. Mas posso definir o filme em uma só palavra: simplicidade. A simplicidade é tratada como uma paixão entre dois jovens. Porém é aquela paixão em que você vê que não há um bom futuro longe da pessoa amada.
Me lembrei agora de uma frase que um certo amigo meu sempre costuma dizer: “- Aprecio muito as coisas simples da vida”, e ele não sabe (ou sabe) o quanto está certo em dizer isso. Do que adianta se preocupar tanto com o que vou construir na Terra se nem sei como construir quem de fato sou? E tenha certeza que são através daqueles pequenos momentos importantes em nossa vida que descobrimos grandes sentidos pessoas e existenciais...

Bem, retomando ao filme e me prendendo a fatores mais técnicos, posso dizer que a direção, o script e a química que acontece com os atores e com o espectador do filme são impecáveis. O diretor consegue dar a devida importância aos personagens, fazendo-os únicos no filme todo. A relação intima em que Celine e Jesse tem um com o outro e o envolvimento de ambos com o cenário extremamente propicio a um romance, faz com que o espectador se sinta de fato alí, junto a eles, e segurando a tão desagradável “vela” de um encontro.

Na cena da despedida dos dois, posso dizer que senti um certo “vazio”, o fato de saber que a pessoa que te completa está tomando um rumo completamente diferente do seu, e que possivelmente você nunca mais se sentirá tão feliz outra vez é estranho, bastante estranho.

Antes do Amanhecer com certeza é uma história de amor indispensável. Um clássico, eu diria. Por mais que você pense “- Que bobo. Que coisa melosa”, quem nunca se sentiu sensibilizado com uma outra pessoa, com um verdadeiro amor, que jogue a primeira pedra.

Referência:
LINKLATER, Richard. Antes do Amanhecer (Before Sunrise). Romance. EUA: Columbia Pictures Corporation / Castle Rock Entertainment, 1995, DVD, 105 minutos, colorido.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bonequinha de Luxo (Clássico/Drama)

À primeira vista, Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s) pode aparentar, aos desavisados, apenas um filme que trata de glamour e bom-gosto, mas não. Claro que assistir a essa obra e não notar toda a elegância que Audrey Hepburn empresta a sua personagem, é algo inevitável.

Considero Bonequinha de Luxo um dos melhores filme já feitos pelo homem. O filme é dono de uma sutileza inconfundível, que mostra perfeitamente todo o charme exalante na antiga Hollywood dos anos 60. Com uma ótima produção, excelentes atuações, uma trilha sonora bastante agradável e com uma direção que conseguiu atingir a perfeição, e transformar esse filme em uma obra inesquecível à quem assiste.

O filme trata de um romance urbano, onde conta a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn) e Paul Varjak/Fred (George Peppard). Holly é uma garota que sai do interior e parte para a cidade de Nova York em busca de pertencer a alta sociedade nova-iorquina, ter um marido rico, uma vida confortável e jóias da Tiffany’s, porém, ao chegar na cidade, Holly acaba se tornando informante de um poderoso chefão da máfia, e se torna acompanhante (garota de programa) de alguns dos homens mais influentes de N.Y., para poder pagar suas contas e com a esperança de conhecer alguém que a inclua na sociedade.
Um certo dia, Holly conhece seu novo vizinho, o escritor Paul Varjak - o qual ela apelida carinhosamente de Fred. Paul se encontra nas mesmas circunstâncias de Holly, ele é amante de uma mulher casada e bastante rica, e é sustentado por ela. Os dois desenvolvem uma forte amizade, e logo nascem laços amorosos entre os dois, no entanto, Holly não quer se envolver, já que por ele ser pobre não teria nada a oferecê-la. Porém, entre várias catástrofes que acontecem na vida de Holly, e muito de seus planos não dão certo, Paul larga sua vida estável em busca de quem realmente ama, em busca do verdadeiro sentido de sua vida. Alguns fatores contribuem para que o casal não fique junto, mas no final tudo se resolve, ambos largam o materialismo e a vida fácil, para construírem juntos os seus sonhos.
Blake Edwards, o diretor, consegue suavizar e romantizar toda uma situação caótica que é bastante presente na nossa sociedade, não somente na dec. de 60 mas hoje em dia também, que é o oportunismo e a prostituição. Em momento algum do filme deixa no ar a vulgaridade e a ideia de que os personagens se utilizam de atividades volúpias para sobreviver.
Também ressalto no filme a trilha sonora, em especial a música Moon River - uma música suave, única e romântica - que rendeu dois Oscars ao filme.

Segue abaixo, um vídeo com o trailer do filme.


Referência:
EDWARDS, Blake. Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s). Clássico/Drama/Romance. EUA: Paramount Pictures, longa-metragem, 1961, 115 minutos, colorido.